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Oficina de compostagem doméstica mostra alternativa para destinação de resíduos orgânicos

Redação Tarobá News

Fotos: Welyton Manoel/PMFI

O resíduo orgânico que é produzido todos os dias pela população pode ter diversas utilidades e não apenas ser despejado de volta à natureza. Uma das formas alternativas de destinação foi apresentada nesta quarta-feira, 27, com uma oficina que ensinou a construir uma composteira doméstica, que pode ser facilmente replicada pela comunidade em qualquer local.

Muito além de uma aula prática para a criação do material, a oficina de compostagem também serviu para apresentar conceitos amplos de reciclagem para o público presente, composto por educadores, membros de projetos sociais e interessados por prática ambientais.

Segundo o engenheiro agrônomo Edimar Silveira, que ministrou a oficina, é preciso mudar toda a forma de pensar antes de iniciar qualquer trabalho que envolva o meio ambiente e a sustentabilidade.

“Antes de apenas pensarmos em reciclar todo o lixo que produzimos, devemos pensar em como não produzi-lo. Não se trata de uma mudança brusca, mas de um trabalho que deve ser iniciado ao poucos, tentando evitar produtos que usem muito plástico, diminuir a compra de embalagens e trocar industrializados por orgânicos. Com o passar do tempo, isso te faz economizar dinheiro e promove mais saúde”, afirmou Edimar.

A ação integrou a programação da Semana Lixo Zero, coordenada pela equipe de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. As atividades começaram no dia 22 de outubro, realizadas simultaneamente em toda a América Latina.  

“Estamos trabalhando essa sensibilização das pessoas sobre a gestão dos resíduos. Realizamos um trabalho importante de valorização dos resíduos, mas queremos criar um ambiente possível onde a produção seja cada vez menor”, frisou Roseli Barquez, chefe da Divisão de Educação Ambiental.

Aplicação para a comunidade

Aos 60 anos, Dona Maria Helena chegou à oficina com caderno e caneta em mãos para anotar tudo que gostaria de saber, e com um balde para colocar a mão na massa e montar a própria composteira.

Junto com membros da igreja que frequenta, ela cultiva uma horta comunitária com mais de 60 tipos de legumes e verduras, para onde destina todo o alimento colhido para montar cestas básicas e doar às famílias carentes, por meio do projeto social Amigos, no Portal da Foz.

“Nunca tinha plantado nada com grande quantidade antes de me aposentar, então estou estudando o máximo que posso, procuro um pouquinho em cada canto, assim aprendo mais”, disse a aposentada.

O conhecimento também será replicado pela professora da Apae, Adenilza Santos, responsável pelo trabalho ambiental da escola, com as hortas e a jardinagem.

“A nossa intenção é futuramente criar uma horta comunitária, envolvendo os alunos e os pais, além de interessados da comunidade. Eu quero aprender o passo a passo da construção de uma composteira aqui e ensiná-los lá, para que façam em casa também”, afirmou Adenilza.  

Elizabete Carvalho, coordenadora do Clube de Mães São Lucas, no Jardim São Luiz, contou que foi para a oficina aprender sobre a compostagem, mas saiu com uma carga de conhecimento ainda maior.

“O que o professor ensinou sobre alimentação, cultivo e respeito à natureza foi muito bom, porque eu posso mostrar como é importante preservar o meio ambiente dando esses exemplos”, disse Elizabete.


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