Cotidiano

Proposta de terceirização da coleta seletiva deixa cooperativas apreensivas

21 jan 2020 às 12:55

Mudanças previstas pela CMTU para coleta de lixo reciclável tem deixado as cooperativas apreensivas. Quem trabalha com reciclagem garante que o prejuízo é certo, se não tiver contrapartida da prefeitura.

A proposta da CMTU sugere que toda a coleta de material reciclável de Londrina seja feito por uma única empresa privada, deixando para as cooperativas apenas a separação nos barracões e a comercialização do material. A ideia não agradou os cooperados.

Um dos motivos da mudança seria por conta de "falhas" no modelo atual utilizado pelas cooperativas, que muitas vezes acabam perdendo a coleta para catadores clandestinos.

Atualmente a CMTU repassa para as cooperativas R$ 0,86 por cada residência atendida. Com esse valor são pagos os custos dos barracões, e o que sobra é dividido entre os cooperados.

A CMTU ainda não esclareceu como serão feitos os pagamentos se o serviço for realmente transferido para uma empresa privada.

Outro problema enfrentado pelas cooperativas caso elas deixem de fazer a coleta seletiva é readequar os trabalhadores que fazem o serviço, e o que fazer com os caminhões adquiridos por meio de projetos e que ficarão sem utilidade.

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