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Aumento do nível do mar pode ‘engolir’ praias do Paraná

02/12/23 às 09:47 - Escrito por Redação Tarobá News
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As cidades do Litoral do Paraná correm o risco de ter parte da área costeira submersa até 2050. Segundo estudo divulgado nesta semana pela Organização das Nações Unidas (ONU) e agências especializadas, o nível do oceano pode subir mais de 25 cm, o suficiente para colocar em risco 5% da população que vive próximo ao mar.


Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as cidades de Paranaguá, Matinhos, Guaratuba, Pontal do Paraná e Guaraqueçaba contam com pouco mais de 265 mil habitantes. Ou seja, conforme as projeções da ONU, mais de 13 mil moradores podem ter suas casas tomadas pela água na costa paranaense.


O climatologista e coordenador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, explica que as projeções tomam como base os efeitos no clima neste momento, como inundações sem precedentes e secas severas.

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“Os (eventos) extremos estão frequentes e se tornando muito frequentes ao longo do tempo. E justamente o que as pesquisas de mudanças climáticas indicam é que esses extremos vão se tornar cada vez mais frequentes. E acho que já estamos vivenciando isso, no passado recente”, avalia o especialista.


Conforme divulgado pelas Nações Unidas, novos dados apontam que a extensão das inundações costeiras aumentou nos últimos 20 anos, como resultado da subida do nível do mar – reflexo direto do aumento da temperatura do planeta e o derretimento de calotas polares.


Segundo estudo publicado na revista Nature Communications, uma importante plataforma de gelo que se manteve estável nos últimos 50 anos recuou rapidamente entre 2018 e 2019 na Antártida. Conforme o texto, a Geleira Cadman, na Península Antártida, perdeu gelo a uma velocidade 94% maior que o esperado no período, fenômeno que aponta para uma tendência futura.


O estudo da ONU sobre a possibilidade de inundações em praias com o aumento do nível do mar ranqueou ainda as cidades que podem ser as mais afetadas até o fim deste século, e lista duas brasileiras entre as primeiras da lista: Santos, em São Paulo, e Rio de Janeiro. Guayaquil (Equador), Barranquilla (Colômbia) e Kingston (Jamaica) também correm risco permanente de ficarem submersas.


As informações são da BandNews Curitiba.

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