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Evento discute estratégias para vencer os desafios da Covid-19

29/04/20 às 18:12 - Escrito por Redação Tarobá News
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O suporte financeiro emergencial para a população e paras as empresas, o controle orçamentário público, com corte de despesas, e o reforço em investimentos que gerem emprego e renda foram alguns dos temas tratados na manhã desta quarta-feira (29) durante conversa entre o economista Paulo Rabello de Castro, o secretário do Planejamento de Estado e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge, e o diretor de Operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Wilson Bley Lipski. Os três participaram de evento promovido pela Escola de Liderança do Paraná para discutir os desafios trazidos pela pandemia da Covid-19.

O Paraná foi citado algumas vezes como modelo por Rabello de Castro, que é ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (IBGE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A começar pelo investimento para ter 100% de cobertura digital, o que facilita o novo modelo de trabalho, em home office, e a educação à distância.

O economista também elogiou a situação fiscal do Estado. “Vejo a grande posição diferencial do Paraná. O Estado reúne uma difusão de riquezas no seu território e uma distribuição e diversificação nos mais diversos segmentos, de modo que pode dar resposta muito mais rápida e demonstrar como sair da crise”, comentou.

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MAIS CARENTES - Durante a conversa, Valdemar Jorge defendeu a necessidade de a distribuição de renda passar pelo trabalho. “Estamos preocupados com os mais carentes, em irrigar a economia e ajudar o comércio local”, disse ele. “Mas entendemos que a ideia de fazer uma política distributiva de recursos precisa mudar em algum momento, passando pelo trabalho, para não criar anomalia, em que as pessoas ficam em casa esperando receber”, afirmou.

“Num primeiro momento isso é válido, porque as famílias estão em isolamento social, mas o próximo passo é fazer os investimentos chegarem a um maior número de pessoas, pela força do seu trabalho.”

FOMENTO - Bley Lipski, do BRDE, comentou que o momento vai ajudar a fortalecer o sistema nacional de fomento, para fazer a diferença e gerar empregos. “O desafio é encontrar a medida do remédio que precisamos dar para as pessoas passarem por esse momento agudo da Covid, mas precisamos de remédio para a economia ser retomada”, disse.

Ele também citou os legados que serão deixados pela crise atual, como a agilidade na tomada de decisões e mudanças no modelo de produção. “A economia vai se transformar, a industrialização vai se transformar.”

IMPACTO - Rabello de Castro fez uma análise do momento e do empobrecimento que haverá no mundo. “Voltamos 4 ou 5 casas no nosso jogo de Banco Imobiliário”, comparou, citando o tradicional jogo de tabuleiro.

Segundo ele, a visão de futuro para 2020 e 2021 foi alterada profundamente. “Estamos em uma anemia de demanda e uma desorganização da produção”, explicou, acrescentando que o cenário atual não está nos manuais de economistas, por ser completamente novo. “Nem em uma guerra vemos isso”, comparou, citando que em guerras há destruição, mas não há imobilização da sociedade, de sua força de trabalho.

O economista também falou da fragilização vivida pelas empresas e sugeriu um refinanciamento geral de dívidas, com novas taxas de juros e alongamento de prazos. “Vai haver um tremendo obituário econômico, ao lado de pessoas atingidas pela Covid”, previu.

AEN

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