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Operação Password: PC prende suspeito de mandar matar chefe do esquema

Redação Tarobá News

A Delegacia de Homicídios cumpriu, nesta segunda-feira (13), prendeu o homem que seria o mandante da morte de Carlos Evander Azarias. A prisão é temporária e o homem deve ficar preso por 30 dias. Segundo o delegado da Polícia Civil, João Reis, com a chegada dos policiais, ele tentou fugir e foi preso no telhado da casa vizinha. Foram cumpridos também mandados de busca e apreensão.

O delegado Reis contou que chegando ao aparelho celular, ficou mais fácil. “O aparelho celular foi furado após a morte e quem comprou entregou na delegacia. Quebrando a senha e feita a análise, descobrimos que a vítima estava sendo chantageada e deveria ressarcir uma das pessoas que alegava que teria tido prejuízo após ter bens bloqueados por ter sido investigado na operação”.

O executor do assassinato chegou a ser preso na PEL II por tráfico de drogas no ano passado. Ele morreu na cadeia. As investigações ligaram o executor ao mandante por conta da motocicleta usada no crime e por conta das imagens das câmeras de vigilância gravadas no dia do assassinato.  

Azarias foi assassinado no dia 26 de junho do ano passado, dentro da casa em que morava. O homem era um dos denunciados na Operação Password, um esquema de fraudes na cobrança de IPTU de Londrina e tinha acabado de sair da prisão. Na ocasião, Azarias usava tornozeleira eletrônica.

Relembre o crime
Carlos Evander Azarias morreu no dia 26 de junho de 2019 dentro da casa em que morava, na rua Sampaio Vidal, na vila Casoni. Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou a vítima, então com 49 anos, morta no banheiro da casa. A perícia confirmou sete tiros na região da cabeça. Segundo a Polícia Civil, o suspeito de cometer o crime teria rendido familiares de Azarias antes de entrar na casa. Depois de matar o empresário, teria fugido de moto. Nada foi levado do local. Na época, segundo as investigações, a informação é que os tiros tinham partido de uma pistola 9 milímetros.

Investigações de fraudes
Azarias era réu na Operação Password, do Ministério Público. Segundo as investigações, ele foi apontando como chefe de um suposto esquema de fraude nas cobranças de IPTU em Londrina.

Os débitos eram cancelados de forma ilegal do sistema da Secretaria Municipal de Fazenda. O empresário chegou a ser preso de forma preventiva em dezembro de 2018, mas foi liberado e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

Em troca de propina, o grupo usava senhas de servidores públicos e apagava dívidas de impostos. O esquema teria funcionado entre os anos 2015 e 2017 e o prejuízo aos cofres públicos teria ultrapassado R$ 1 milhão. Ao todo, 26 pessoas foram acusadas de participação nas fraudes. Quando foi morto, Carlos Azarias estava proibido de sair de casa entre dez da noite e seis horas da manhã.

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