Em dia de temporal atípico em Dubai, Brasil fatura 2 ouros no Mundial Paralímpico

Estadão Conteúdo
Automobilismo | Publicado em 10/11/2019 às 16:20

Em um dia atípico de chuva no desértico Emirados Árabes, o Brasil garantiu mais duas medalhas de ouro neste domingo no Mundial de Atletismo Paralímpico em Dubai. Daniel Martins manteve a hegemonia nos 400m T-20 (deficiente intelectual) e conquistou o tri na competição - já havia sido campeão em Doha-2015 e Londres-2017. Thalita Simplício ganhou de maneira inédita os 400m T-11 (cegos) superando a atual recordista mundial, a chinesa Cuiqing Liu. Os dois garantiram vaga para os Jogos de Tóquio-2020. Daniel tentará o bi. Ele ganhou a prova no Rio-2016.

Daniel Martins bateu o recorde da competição com o tempo de 47s62 e ficou a 76 centésimos de alcançar o recorde mundial, que é dele (46s86). O segundo lugar ficou com o equatoriano Anderson Mina (48s18) e o bronze foi para o venezuelano Luis Felipe Bolivar (48s51)."Cada ano é igual uma escadinha. A gente vai traçando, traçando, traçando... E o lugar mais alto é Tóquio. Agora é focar até lá."

Thalita fez sua melhor marca pessoal ao cruzar a linha de chegada com o tempo de 56s85. Liu sentiu cansaço nos metros finais e fechou a prova em 58s19 - seu recorde é de 56s cravado. O bronze ficou com a tailandesa Suneeporn Tanomwong com 1min00s69. Ela ultrapassou no finalzinho a brasileira Jhulia Karol dos Santos, que terminou em quarto lugar, apenas três centésimos atrás.

"Ela vem correndo desde 2015 e 2016 abaixo dos 57s. O recorde mundial é dela. Agora vim com o foco de ganhar e consegui", comentou Thalita sobre a rivalidade com a chinesa. "A gente estava engasgado que ganha há três quatro anos tudo e conseguimos vencer", complementou o guia dela, Felipe Veloso.

Os dois ouros deste domingo foram fundamentais para o País manter a segunda colocação no quadro de medalhas. A China continua em primeiro lugar, com 24 pódios no total (nove ouros, 10 pratas e 5 bronzes). O Brasil aparece em segundo com dez conquistas (seis ouros, duas pratas e dois bronzes). A Ucrânia está logo atrás com 13 medalhas, mas cinco ouros, quatro pratas e quatro bronzes.

DIA ATÍPICO - O domingo é considerado dia útil em Dubai. O final de semana é sexta e sábado. E o povo da região voltou a trabalhar em um dia atípico no desértico Emirados Árabes. O tempo amanheceu nublado e no início da tarde um temporal travou a cidade. O Dubai Mall, principal shopping da cidade com as principais marcas do mundo, alagou. O trânsito ficou caótico.

Novembro é o início do inverno no país e não é comum o tempo fechar. Chove somente dez vezes no ano aproximadamente e é mais em dezembro e janeiro. A chuva é tão rara que o governo em alguns períodos leva aviões a sobrevoar as nuvens para jogar cloreto de sódio e assim forçar cair água do céu.



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