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Empate mais amargo que uma derrota para o FC Cascavel

Luciano Neves

Do resultado de empate, o 3 a 3 é um dos mais interessantes. Geralmente, esse resultado é fruto de um jogo de disputa intensa por parte dos envolvidos. É imensamente melhor que um jogo sem gols ou que o 1 a 1, por exemplo. No entanto, o resultado de 3 a 3 não traz boas recordações para a torcida do FC Cascavel. Esse ano, o time já havia empatado em 3 a 3 com o Cascavel CR, no ‘clássico do veneno’ pelo Campeonato Paranaense. O resultado foi frustrante porque a Serpente Aurinegra era apontada como favorita no confronto. Porém, o fato de estar dois gols atrás no marcador amenizou o empate.

Foto: Felipe FachiniFoto: Felipe Fachini

Outro resultado de 3 a 3 foi frustrante para o FC Cascavel. Em 2020, o time iniciou a trajetória na Série D do Campeonato Brasileiro contra a Cabofriense no Olímpico. Era o primeiro jogo do clube numa competição nacional e chegou a abrir 2 a 0 no placar. O FC Cascavel permitiu o empate dos cariocas, fez 3 a 2, mas novamente permitiu o empate que decretou o placar em 3 a 3 no último lance da partida.

Neste sábado (05), o torcedor vivenciou uma espécie de ‘déjà vu’. O FC Cascavel iniciou a trajetória na Série D do Campeonato Brasileiro de 2021 contra o Joinville, no Estádio Olímpico. Tinha tudo para dar certo. Boa campanha na temporada, invicto no Campeonato Paranaense, experiências em competições nacionais depois da Série D de 2020 e Copa do Brasil, Carlos Henrique estreando no ataque… Ele, inclusive, já chegou balançando as redes e marcou o primeiro gol com a camisa do clube. O detalhe que o empate em 3 a 3 foi mais amargo que os empates anteriores em 3 a 3. “Pior que uma derrota”, definiu assim o presidente do FC Cascavel, Valdinei Silva. Isso porque a Serpente Aurinegra abriu 3 a 0 no placar. Depois do gol de Carlos Henrique, aos 27 minutos da primeira etapa, Léo Itaperuna, que fez gol no 3 a 3 contra a Cabofriense no ano passado, aproveitou o cruzamento de Willian Simões e ampliou aos 37 minutos da etapa inicial.

No segundo tempo, por volta dos 16 minutos, novo cruzamento de Willian Simões e mais um gol de  cabeça de Léo Itaperuna, o sétimo do artilheiro do time na temporada.

Aí veio o pesadelo e o Joinville buscou um resultado que parecia inalcançável. Empatou o jogo nos 15 minutos finais. Yann Rolim encarou sozinho a defesa do FC Cascavel e descontou. Aí já veio o primeiro ‘‘déjà vu” do ano passado. Aos 41 minutos, Fialho recebeu livre de marcação e fez 3 a 2. O ‘‘déjà vu” ficou gigante. E nos acréscimos Chrystian empatou o jogo. O 3 a 3 com sabor de vitória para o Figueirense, que volta para casa com um pontinho precioso, e sabor amargo de derrota, ou até pior que uma derrota, de ver a primeira vitória na Série D escoar pelo ralo. Com o empate amargo, o FC Cascavel também somou um ponto, mas viu dois pontos preciosos escaparem na estreia. Dois pontos que podem fazer falta no fim da fase de grupos, quando forem definidos os quatro classificados para o mata-mata. Mas Valdinei Silva lembrou ainda que, no ano passado, o clube correu atrás do prejuízo e buscou a classificação longe de casa. Pode começar a recuperação no próximo domingo (13) quando visita o Marcílio Dias, em Santa Catarina.

O torcedor espera ver um filme diferente nesse jogo. Um filme que tenha um final feliz para o FC Cascavel. 

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