Londrina
Cascavel
  • Londrina
  • Cascavel

Pais acusam Starbucks dos Jardins de racismo contra criança negra

25/07/17 às 08:55 - Escrito por Estadão Conteúdo
siga o Tarobá News no Google News!

Os pais de uma menina negra de 11 anos afirmam que a filha sofreu discriminação racial na loja Starbucks do bairro Jardins, na zona sul de São Paulo, no dia 15. Segundo Jorge e Tatiane Timi, a garota, que é adotada, foi confundida com uma pedinte por um funcionário.

A situação teria acontecido depois que a menina saiu do banheiro. Um dos seguranças teria pedido que ela se retirasse da loja.

"Nossa filha nasceu do nosso coração e você não imagina a dor que sentimos com esta atitude de racismo e preconceito. O segurança pegou no braço da nossa filha e disse que ela tinha de sair e que o lugar não admite pedintes", disse Tatiane, em entrevista à rádio Banda B, de Curitiba. "Imagine como nossa pequena ficou. Em choque, não conseguia se mexer."

Leia mais:

Imagem de destaque
TRANFERÊNCIA

Paraguai entrega 25 presos brasileiros à Polícia Federal

Imagem de destaque
ATENÇÃO TRABALHADOR

Governo inicia calendário do PIS 2024; veja datas e tabela de pagamento

Imagem de destaque
SEGUNDO A FAMÍLIA

Faustão passa por tratamento intensivo após rejeição de órgão

Imagem de destaque
ATENÇÃO

Termina hoje prazo para pagamento de taxa do concurso da Caixa

Os pais da menina, que moram no Paraná e passavam um fim de semana na capital paulista, se revoltaram e chamaram a polícia para registrar ocorrência. Além disso, acionaram advogados para entrar com ação criminal por racismo e injúria racial contra a empresa.

Pelo Facebook, Jorge Timi, agradeceu à Polícia Militar pelo atendimento. "Não podemos tolerar a discriminação racial em nosso País", escreveu. Segundo Tatiane, a filha ainda está assustada com o episódio e se pergunta o tempo todo por qual motivo fizeram isso com ela. "Estamos tentando distraí-la, mas ela está com dificuldades para dormir e comer."

'Incidente'

Segundo os pais, a Starbucks fez contato e lamentou o "incidente". "Incidente é quando você queima a língua no café quente. Isso é racismo. Vamos até as últimas consequências. E para que isso não se repita que estamos divulgando o caso agora", disse Tatiane.

A empresa se manifestou dizendo que a acusação é série e será investigada. "Se existe, por parte da família, o sentimento de que a experiência não foi agradável, sem dúvida alguma nós não atingimos o que era esperado e, por isso, estamos realizando uma apuração completa do ocorrido", informou, em nota. A Starbucks reiterou compromisso com a "diversidade e inclusão" e disse não tolerar "qualquer desvio desses valores e princípios".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

© Copyright 2023 Grupo Tarobá