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Secretário de Defesa Social defende ação na Rua Paranaguá, mas promete apuração

25/11/22 às 14:07 - Escrito por Redação Tarobá News

A secretaria de Defesa Social de Londrina convocou uma coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (25), para falar sobre a ação da Guarda Municipal (GM) na Rua Paranaguá, na noite de quinta-feira (25). Na ocasião, após comemorações da vitória do Brasil na Copa do Mundo, uma confusão foi gerada envolvendo policiais, agentes da GM e torcedores que frequentavam bares ou permaneceram em via pública.


O secretário Pedro Ramos afirmou que avalia a operação como legítima, mas que vai apurar se houve excessos por parte dos guardas. "Não estamos acobertando nada por parte da GM, mas não podemos compactuar com uma situação dessa. Isso já era previsível. O nosso trabalho naquele local já vem há mais de dois anos, fazendo autuações, apreendendo veículos, encaminhando pessoas, fiscalizando bares e restaurantes", disse.


Ainda segundo Ramos, a GM foi até o local após denúncias de pertubação de sossego e constataram diversas irregularidades. "Tinha um monte de gente alterado e embriagado. Basta ver as imagens das ruas, do quanto de garrafas, copos jogados, em um total desrespeito ao meio ambiente, inclusive", apontou.


Alguns moradores da região, que dizem estar cansados da movimentação, aprovaram a ação policial. Por outro lado, pessoas que participavam de confraternizações nos estabelecimentos reclamaram de truculência e atitudes desproporcionais por parte dos agentes. A companhia de Choque da Polícia Militar (PM) chegou a utilizar balas de borracha para esvaziar a rua.


Vídeos gravados por clientes mostram agentes indo para cima deles e viaturas sendo atingidas por garrafas. Em um dos registros é possível ver um homem sendo empurrado por um guarda. Ele conversou com a equipe de reportagem e contou que viu diversos jovens assustados e ficou indignado com a situação.


"Não sei o que aconteceu antes, mas no quarteirão onde eu estava, vi muitos jovens assustados, correndo, dizendo que a polícia estava atirando. Estavam realmente acuados pela ação da polícia. Na sequência, eu me identifiquei como jornalista e perguntei porque eles estavam usando de força para dispersar o público, quando fui empurrado por um guarda. Vi também uma menina que levou uma rasteira”, falou o jornalista Guilherme Marconi.


"É preciso mudar a legislação"


A confusão teria começado por volta das 22h, que é quando entra em vigor a Lei Seca do município, que determina a proibição do consumo de bebidas alcoólicas nas vias públicas até às 8h. De acordo com o secretário de Defesa Social, a norma precisa ser mudada. 


"Se alguém começar a beber às 16h na rua, e interditar ou atrapalhar a vida do outro cidadão, você vai se deparar com essa pessoa em uma abordagem que não será a mesma de uma pessoa equilibrada, com as razões funcionando. Precisamos fazer uma reflexão. Aquele local já vem trazendo problemas há muito tempo", afirmou Ramos.

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