Depois de seis anos, Beltrão voltará a ter linha aérea

Redação Tarobá News
Cotidiano | Publicado em 24/08/2019 às 10:53

Em março de 2013, o avião LET da NHT fez o último voo da rota que ligava Francisco Beltrão ao Aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba. A linha que havia começado a operar dois anos antes por mobilização do setor empresarial e que foi viabilizada após reformas e adequações bancadas pela Prefeitura no aeroporto beltronense não se manteve – o principal motivo foram as mudanças na NHT, que ganhou um novo nome e hoje está suspensa de operar pela Anac.


Seis anos depois, o município pode ter uma nova experiência em transporte aéreo, mas desta vez com mais solidez. É que, diferentemente da tentativa anterior, agora a linha aérea faz parte de um programa estadual e será indiretamente operada por uma grande companhia, a Gol, em parceria com a Two Flex. Com as novas rotas abertas, a empresa terá redução de até 10% na alíquota de ICMS do combustível utilizado pelas aeronaves, incentivo que torna as linhas regionais mais viáveis.


Desde que o programa Voe Paraná foi anunciado, há duas semanas, a expectativa é pelos detalhes dos voos – como os horários, frequência e preços –, mas, segundo o vice-prefeito de Francisco Beltrão, Antônio Pedron, ainda serão necessárias algumas adequações no aeroporto para operar a linha aérea. “Nós temos uma vantagem muito grande em relação a outros aeroportos contemplados no programa que é a licença da Anac, a única questão a acertar são detalhes que provavelmente nos serão solicitados, como adequações na pista, sinalização, alambrado e sala de embarque, coisas simples, porque nosso aeroporto está em dia para operação de voos”, diz Pedron.


Nos próximos dias, uma comitiva da Gol e do Governo do Estado irá visitar o aeroporto Paulo Abdala para verificar quais são as alterações necessárias e informar mais detalhes sobre os voos. A expectativa inicial do governo é de que as vendas de passagens iniciem em setembro e os primeiros voos em outubro.

Voe Paraná
O programa estadual de incentivo à aviação regional quer recuperar as perdas no número de passageiros no Paraná dos últimos anos. Além de Beltrão, outras dez cidades devem receber os voos. As linhas serão operadas com diferentes frequências e em aviões Grand Caravan, com capacidade para nove passageiros – são monomotores versáteis, confiáveis e com baixo custo de manutenção. O secretário de Infraestrutura do Estado, Sandro Alex, disse que a expectativa é de que os bilhetes custem entre R$ 250 e R$ 350, dependendo da distância da viagem e antecedência da compra.

Oportunidade
Na visão de Pedron, a nova linha deve ser “mantida a qualquer custo”. “Essa oportunidade deve ser encarada como um programa de desenvolvimento da região. Precisamos mostrar força e tornar a linha viável para termos a ampliação da frequência, atrair o interesse da companhia”, sintetiza. Inicialmente, Beltrão deve ter três voos semanais.


Jornal de Beltrão



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