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Território Cidadão inseriu hoje mais dez famílias no programa, na região do Jardim Aclimação

Redação Tarobá News

A dona de casa Vilma de Moraes, de 62 anos de idade, tem uma filosofia de vida prática. Cansou de ver terreno baldio sujo e começou a limpar junto com o filho no fim do ano passado quando foi convidada a participar do Programa Agricultura Urbana: "Já tinha até plantado meu feijãozinho, uma mandioquinha, um quiabo - porque o lote tava criando cobra e mato - quando as meninas chegaram e me convidaram para fazer parte do grupo", contou ela nesta manhã (14), fazendo referência à equipe que coordena o programa na região do Jardim Aclimação, onde ela reside e o Município está iniciando mais uma horta comunitária. A cultivadora estimula o grupo que recebeu hoje mais dez famílias e que ficará, ao todo, com 30 cadastradas que passarão a cultivar a área de 2 mil m² anexa ao Salão Comunitário do bairro, nos próximos dias.

"Este programa que o prefeito Paranhos criou é muito bom, porque tem lote que só cria mato, cobra, rato e barata. Eu já colhi abobrinha, quiabo e o feijão está florindo. A partir de agora vai melhorar bastante com a organização em grupo, pois vamos fazer tudo dentro da lei. Plantando, eu como, meu vizinho come e matamos a fome de muita gente; se cada um arrancasse um pé de mato para plantar um pé de mandioca, não teria tanta miséria no mundo", concluiu dona Vilma.

Pensa da mesma forma a dona Aparecida Alves Zanchet, também de 62 anos de idade, que nesta manhã se juntou ao grupo com a expectativa de "aumentar a produção a ponto ter verdura suficiente para o nosso consumo, para doar e para também ter uma renda extra no fim do mês". Ela ajuda no Salão Comunitário do Jardim Aclimação onde a reunião foi realizada hoje para dar início aos trabalhos. Ficou sabendo do programa por meio das vizinhas e disse que a expectativa é de que o resultado seja "a colheita de muita verdura para a alimentação do grupo, doações e a comercialização dos produtos".

Com a implantação desta horta no Jardim Aclimação, o programa já conta 78 em várias regiões da cidade, segundo o gestor do Território Cidadão, José Carlos Costa, o Cocão; são 270 famílias cadastradas, o que representa pelo menos mil pessoas atuando no cultivo de terrenos urbanos que até então estavam ociosos "e que agora podemos eliminar um problema social, tornando-as áreas produtivas; além disso, muitas pessoas que viviam com problemas de saúde, depressão ou sem perspectiva de vida, agora encontraram ocupação e estímulo na atividade comunitária", detalha Cocão.

Tripé: alimentação, doação e geração de renda

O programa ligado ao Território Cidadão é viabilizado por meio de chamamento público. A coordenadora do Instituto Colmeia, Elaine Marchiori, disse que o primeiro passo é cadastrar as famílias interessadas, que passam a frequentar as reuniões, como a realizada nesta manhã no salão da Associação de Moradores do Jardim Clarito, nas quais são detalhados os objetivos do programa, o funcionamento e a organização dos grupos.

"Explicamos o tripé do programa, que está pautado na melhoria da alimentação das famílias; na doação de produtos para entidades e na geração de renda para as famílias que trabalham na horta, pois buscamos essa possibilidade de alavancar a economia das famílias, por meio de feiras ou entrega de sacolas quando produção chega a uma fase mais avançada", detalhou.

A horta do Jardim Aclimação fica na Rua Recife, anexa ao Salão Comunitário e envolve também a Associação de Moradores, a Pastoral da Migração, a Pastoral da Criança e a Unidade de Saúde. "Os canteiros já foram preparados pela equipe do Território Cidadão; agora vem a fase de adubação e de reuniões com as famílias cadastradas para fazer o planejamento da produção, que será adequado de acordo com a cultura e o período de desenvolvimento", explicou Elaine.

Assessoria 

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