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Avianca avalia que desempenho no mercado doméstico está abaixo das expectativas

18/07/17 às 13:00 - Escrito por Estadão Conteúdo
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A demanda por transporte aéreo internacional dá sinais mais claros de retomada do que o mercado doméstico, afirmou nesta terça-feira, 18, o presidente da Avianca Brasil, Frederico Pedreira. Segundo ele, tanto no que diz respeito à ocupação quando ao "sinal tarifário", o mercado internacional apresenta um desempenho melhor que há um ano. Já no que diz respeito aos voos nacionais, o desempenho está abaixo das expectativas, afirmou o executivo, que indicou, porém, que o mercado doméstico também se mostra um pouco melhor.

O vice-presidente de Marketing e Vendas da companhia, Tarcísio Gargioni, acrescentou que a demanda doméstica "parou de piorar", já numa mudança de tendência de anos anteriores, quando se registrou queda.

Os executivos comentaram que o ânimo do setor se arrefeceu nos últimos três a quatro meses, tendo em vista o aumento das incertezas no ambiente macroeconômico. "É preciso que a confiança volte para que haja uma maior demanda", comentou Gargioni, acrescentando que isso não acontecerá sem que os problemas atualmente enfrentados pelo País sejam resolvidos.

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Eles também indicaram que uma retomada poderia ser favorecida com o avanço da agenda setorial. As companhias defendem um conjunto de medidas para aumentar a competitividade, como um teto para as alíquotas de ICMS sobre o querosene de aviação e o fim do limite ao capital estrangeiro.

Pedreira destacou a necessidade de discutir particularmente a tarifação sobre o combustível, que responde por cerca de 35% dos custos totais das companhias aéreas. Por outro lado, o executivo criticou a aprovação, na semana passada, da Lei do Aeronauta, que, segundo ele, tira a competitividade das aéreas nacionais frente às companhias estrangeiras, já que diverge das regras internacionalmente estabelecidas.

Crescimento

Os executivos destacaram que apesar dos sinais de mercado, a Avianca segue registrando crescimento de sua demanda, com uma expansão acumulada da ordem de 15% no primeiro trimestre em relação a igual etapa do ano passado. No mesmo período, o setor como um todo - considerando também dados de Azul, Gol e Latam - registrou uma queda de 0,6%.

A companhia, que tem atualmente cerca de 13% de participação no mercado, vem apresentando uma agressiva estratégia de crescimento, com lançamento de novos voos. Somente este ano, iniciou operações em Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC) e se prepara para voltar a operar em Belo Horizonte, com quatro voos diários.

Além disso, a empresa aérea iniciou suas operações internacionais, com voos para Santiago, Miami e Nova York - este último anunciado nesta terça. Pedreira garantiu que não foi pelo desempenho recente do mercado internacional que a companhia decidiu lançar as rotas ao exterior. "Começamos a trabalhar nisso entre 2013 e 2014", disse.

Segundo ele, o lançamento só não ocorreu antes porque nos últimos anos não houve bons momentos. Pedreira indicou, porém, que rotas adicionais não estão nos planos da companhia. "Precisamos estabilizar a operação internacional", disse, acrescentando que leva cerca de seis meses para uma rota se estabilizar.

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