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BC corta juros em ritmo mais lento do que poderia, diz Fiesp


A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avalia que ao cortar a taxa básica de juros, a Selic, em um ponto porcentual nesta quarta-feira, 26, o Banco Central está reduzindo o indicador em ritmo "muito mais devagar do que poderia", afirma nota assinada pelo presidente da entidade, Paulo Skaf.

Para o presidente da Fiesp, a inflação está em queda e a projeção do mercado é de que o IPCA deve encerrar o ano em 3,3%, ou seja, abaixo da meta do Banco Central, de 4,5%. "Além disso, a retomada do crescimento é fraca", ressalta o executivo na nota enviada à imprensa após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). "O emprego não está reagindo. Continuamos com 14 milhões de desempregados."

"O BC está com a preocupação errada. A inflação está sob controle", afirma Skaf. "O que o Brasil precisa, no momento, é retomar o crescimento e gerar novos empregos. E isso só vai acontecer com juros mais baixos."

Firjan

Já o Sistema Firjan, que reúne as indústrias do Estado do Rio de Janeiro, considerou a decisão do Copom "acertada". Em nota à imprensa, a entidade ressalta que, além de a inflação estar abaixo da meta, há muita ociosidade na indústria e o mercado de trabalho segue fraco. "Há espaço para queda significativa da taxa de juros."

Ao comentar a decisão do Copom, a Firjan aproveita para criticar a decisão do governo de elevar tributos para tentar cumprir a meta fiscal de 2017. Para a entidade, esta estratégia será negativa para a recuperação da economia.


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