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Bovespa se descola de outros mercados e cai 1% em dia de correções


A Bovespa andou na contramão de outros mercados e teve um pregão de perdas nesta quarta-feira, 26, comandadas pelas quedas das blue chips. A baixa foi relacionada a um movimento de realização de lucros recentes, dada a ausência de notícias que justificassem a deterioração dos preços das ações. O petróleo manteve-se em alta, a reunião do Federal Reserve não trouxe surpresas e o dólar recuou. Ainda assim, o Índice Bovespa terminou o dia em queda de 1,00%, aos 65.010,57 pontos. Os negócios somaram R$ 6,7 bilhões.

O mercado chegou a ensaiar uma alta na abertura dos negócios (máxima de +0,31%), mas logo sucumbiu ao movimento vendedor. Contribuiu para o movimento a queda de 1,37% do minério de ferro no mercado à vista chinês, que manteve em baixa os índices setoriais de metais ao longo de todo o dia. Com isso, as ações da Vale, que haviam subido fortemente nos últimos pregões, devolveram parte dos ganhos e caíram 3,10% (ON) e 2,51% (PNA). Os papéis da Petrobras, que também tiveram valorização expressiva recente, recuaram 1,67% (ON) e 1,82% (PN), mesmo com o petróleo em alta superior a 1% nas bolsas de Nova York e Londres.

Principal expectativa para o período vespertino, o Federal Reserve confirmou as previsões e manteve inalterados os juros básicos da economia dos Estados Unidos. O banco central norte-americano manteve o tom do comunicado anterior e sinalizou que a redução do balanço patrimonial começará "relativamente em breve". O Fed disse ainda que a inflação perdeu força recentemente e a interpretação do mercado foi de uma sinalização menos inclinada ao aumento de juros. Com isso, o dólar ampliou queda e as bolsas de Nova York mantiveram o viés de alta. O Ibovespa chegou a desacelerar pontualmente o ritmo de baixa após o Fed.

"O Fed trouxe alívio aos mercados, uma vez que mostrou não ter intenção de mudar nada de muito relevante agora. Assim, fica para setembro a expectativa da definição de como será feita a redução do balanço", disse Vladimir Pinto, gestor de renda variável da Grand Prix Asset.

Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, a queda do Ibovespa está relacionada a uma espécie de esgotamento do potencial de alta do índice no atual nível de pontuação. Com as recentes altas, o indicador voltou a tocar os maiores patamares desde o início da crise política. "Os 65 mil pontos, atualmente, são caros para o Ibovespa e acabam por atrair ordens de venda. É um patamar que não anima as compras, uma vez que estamos em um período de preocupação com a questão fiscal", afirma.


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