Ibovespa fecha em alta de 0,34%, com volume baixo

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 07/06/2017 às 18:30

O movimento dos negócios na bolsa nesta quarta-feira, 7, evidenciou, uma vez mais, a indisposição dos investidores em tomar riscos diante das incertezas que se colocam na cena política no segundo dia do julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da ação sobre abuso político-econômico da chapa Dilma-Temer. Ainda assim, o Ibovespa fechou em alta (0,34%) no novo suporte, aos 63.170,73 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,58 bilhões, levemente abaixo do registrado na véspera.

O pregão abriu esta quarta-feira renovando máximas e refletindo bom humor dos investidores com relação à aprovação da reforma trabalhista ontem na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado em meio ao início da sessão de julgamento do TSE. Mas o ambiente se modificou e seguiu fraco desde então. "Hoje o mercado abriu animado, entretanto, voltamos ao preço da abertura", nota Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora. "Tem um lado do mercado que aposta na absolvição de Temer."

No meio da tarde, o volume de negócios desacelerou acentuadamente. Isso ocorreu após a suspensão do julgamento, que será retomado amanhã de manhã e, segundo o presidente do tribunal, Gilmar Mendes, uma sessão extra deve ser convocada para as 14 horas. O giro projetado da bolsa que era próximo de R$ 8 bilhões para o dia estava em R$ 6,20 bilhões às 15h14.

A queda forte do preço do petróleo no mercado externo assim como do minério de ferro refletiu nas ações da Petrobras e Vale, que fecharam o pregão em baixa de 2,35% (PN) e 0,49% (ON).

Sustentando o índice no terreno positivo, as blue chips das quatro maiores instituições financeiras mostraram recuperação. Em 30 dias, Banco do Brasil - afetado por riscos políticos - acumula perda de 12,72%, Bradesco, de 9,64%, ItauUnibanco, de 5,39%. Santander, cuja matriz anunciou hoje a compra do Banco Popular Espanhol, liderou a alta do bloco financeiro, mas, ainda assim, seguiu com perdas acumuladas no mês de 5,4%.

Na avaliação do economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, os bancos se sustentam na perspectiva de continuidade de queda dos juros, pois estimula a tomada de crédito e, consequentemente, o crescimento. Para ele, há interpretações de que o problema não está mais atrelado ao destino do presidente. "O mercado é pragmático. Ele saindo ou não, espera-se que seja possível dar estímulo monetário histórico no Brasil, em condições que não gere inflação. Estamos em um raro momento de cortar juro de maneira crível", afirmou.



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