Ibovespa sobe 0,83% com NY e expectativa por liberação de recursos do FGTS

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 18/07/2019 às 18:30

Em meio à agenda escassa, o Índice Bovespa encontrou fôlego para uma alta moderada, retomando o patamar dos 104 mil pontos. A expectativa de liberação de recursos do FGTS continuou a impulsionar ações de setores ligados ao consumo, incluindo bancos. O cenário externo também deu contribuição positiva, com reforço na expectativa de corte de juros nos Estados Unidos. Ao final do pregão, o principal índice de ações da B3 teve alta de 0,83%, aos 104.716,59 pontos.

A paralisação da tramitação da reforma da Previdência, por conta do recesso parlamentar, continua a ser apontada como fator a desestimular uma evolução importante do mercado de ações. Também seria o motivo para a saída de recursos externos da Bolsa, que segue firme, contrariando algumas previsões. Na última terça-feira, 16, os estrangeiros retiraram R$ 759,3 milhões da B3, levando o acumulado de julho a um saldo negativo de R$ 1,7 bilhão.

Para Vitor Miziara, gestor da Criteria Investimentos, o recesso parlamentar faz com que a reforma da Previdência deixe de ser um "driver" nesta segunda quinzena de julho, o que leva o investidor estrangeiro a evitar o mercado nesse período. "Os recursos que estão saindo da Bolsa não estão deixando o País. Eles estão em conta corrente, à espera da retomada da reforma", afirma. Para o gestor, há expectativa por divulgação de novas medidas de estímulo econômico, com poder de influenciar o mercado como um todo, e não apenas alguns setores, como acontece desde a notícia da liberação de recursos do FGTS.

No cenário internacional, o destaque do período da tarde foi a fala do presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, que vota nas reuniões de política monetária da instituição. No discurso, considerado "dovish" (suave), o dirigente regional falou da necessidade de uma ação rápida dos bancos centrais em caso de estresse e comentou sobre "manter juros baixos por mais tempo" em quadros adversos da economia. As declarações trouxeram as bolsas de Nova York do terreno negativo para o positivo e contribuíram para o Ibovespa firmar-se em alta. Na máxima do dia, o índice atingiu 104.773,05 pontos (+0,88%).

Na análise por ações, destaque para ações do setor de commodities, com Petrobras ON e PN registrando perdas de 1,09% e 0,61%, enquanto Vale ON recuou 0,19%. Nos dois casos, as quedas foram influenciadas pela queda dos preços do petróleo e do minério de ferro. Nos dois casos, pesaram preocupações com um possível impasse nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que levem a uma redução da demanda global. O Iconsumo (ICON), que reúne 53 ações de consumo, teve alta de 1,09%.



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