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Juros fecham estáveis em meio a apostas de queda da Selic e cautela política


Juros fecham estáveis em meio a apostas de queda da Selic
Foto: Divulgação

Os juros futuros encerraram o dia perto da estabilidade e com viés de queda nos principais contratos, numa sessão de volume mais comedido. As taxas estavam em queda firme pela manhã desta segunda-feira, 12, mas à tarde o movimento perdeu força, em linha com a piora dos demais ativos locais, como os mercados de moedas, principalmente, e ações. A exemplo da sessão anterior, a expectativa de alívio na Selic continuou como principal vetor dos negócios nesta segunda-feira. A percepção sobre os efeitos desinflacionários da crise política sobre a atividade foi reforçada pela pesquisa Focus, que trouxe baixa nas medianas das estimativas para IPCA e piora na previsão de PIB.

A sessão regular terminou com o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) que vence em janeiro de 2018 (150.880 contratos) com taxa de 9,150%, de 9,165% no ajuste de sexta-feira. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (238.945 contratos) caiu de 9,21% para 9,18%. O DI janeiro de 2021 (180.180 contratos) fechou com taxa de 10,27%, de 10,30% na sexta-feira.

No Boletim Focus, a mediana das estimativas para o IPCA de 2017 caiu de 3,90% para 3,71% e para 2018, de 4,40% para 4,37%. A inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,55% para 4,49%. A mediana das previsões para o PIB de 2017 recuou de 0,50% para 0,41% e para 2018, de 2,40% para 2,30%.

O cenário político segue acompanhado de perto pelos agentes, mas o noticiário hoje não trouxe novidades e continua cercado de expectativas. Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira, ter votado pela não cassação da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014, os investidores monitoram a movimentação em torno de uma possível denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer e eventuais desdobramentos do suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) pelo presidente para espionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. No radar, também está a reunião da executiva do PSDB, que deve discutir a permanência do partido na base aliada do governo, embora haja dúvidas sobre uma definição ainda hoje.


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