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Paulo Paim diz que já há acordo para liberar galerias do plenário do Senado

11/07/17 às 16:20 - Escrito por Estadão Conteúdo
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Os senadores do PT que lideram as negociações com o governo sobre a reforma trabalhista, Paulo Paim (RS) e Jorge Viana (AC), vão pedir uma reunião imediata dos líderes partidários da Casa para tentar construir um acordo sobre a questão. De acordo com eles, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-AC), aceitou liberar as galerias do plenário para visitantes durante a sessão e também autorizou que todos os parlamentares possam discursar durante a sessão, porém os governistas não cederam sobre a possibilidade de aprovar um destaque ao texto da reforma.

Os oposicionistas querem aprovar pelo menos um destaque para impedir que gestantes e lactantes possam trabalhar em ambientes insalubres, mesmo que com autorização médica, como consta na proposta original. "O que está pegando é a questão dos destaques", contou Paim. Ele havia acabado de conversar com as senadoras, que ocupam a mesa do plenário há cerca de três horas, e se dirigia ao gabinete da presidência para conversar com os líderes.

"Conversamos com Eunício e levamos posição no sentido de que houvesse acordo não só de procedimento, mas também de mérito em relação aos destaques. Temos a visão de que Senado não pode só aceitar o que vem da Câmara", disse Paim. Caso os senadores aprovem qualquer mudança na proposta da reforma, o texto terá que ser analisado novamente pela Câmara, o que atrasaria a sua tramitação.

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Para Viana, a proposta da reforma dividiu o País, e agora também divide o Senado. "É muito grave o Senado não poder apresentar nenhuma modificação", avaliou. Ele considerou a ocupação das senadoras da oposição no plenário como uma "manifestação política".

O petista afirmou ainda que a negociação "está muito difícil" e que os governistas não acharam nenhuma maneira de solucionar o impasse. Viana ponderou, no entanto, que bastava o governo ceder um pouco e o assunto estaria pacificado.

"Acho que seria razoável voltar para a Câmara, já que a urgência dessa proposta não fica evidente. Para o Brasil não faz diferença votar agora ou daqui a um mês, o que queríamos seria votar destaque para que votação volte à Câmara", defendeu Viana.

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