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Defesa da família de mulher morta por açougueiro pede indenização de R$ 2 milhões

Da Redação

A defesa da família de Sandra Mara Curti, que tinha 43 anos e foi morta pelo ex-marido, pede na Justiça uma indenização por parte do réu no valor de R$ 2 milhões. O argumento da defesa é que os familiares tiveram vários prejuízos com sua morte, principalmente emocionais. 

Ela foi assassinada pelo açougueiro Alan Borges, de 40 anos, na frente dos filhos do casal de 12 e oito anos. O crime aconteceu na casa de Sandra em julho de 2020. Foram 22 facadas, segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML). O advogado Mário Barbosa explicou o pedido. Já a defesa do açougueiro, representada pelo advogado Alexandre Aquino, considerou o pedido desproporcional e afirma que o Borges não tem condições de pagar a quantia. Assista! 

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O crime
Era tarde de uma segunda-feira, quando o açougueiro chegou a casa da ex-companheira. Em depoimento à Polícia Civil ele confessou o crime, disse que teria ido até o local para tentar ver os filhos e teria sido impedido de entrar. Ressaltou que tentou em duas oportunidades entrar na residência naquele dia. 

Na segunda, conseguiu entrar e teria iniciado uma discussão. Em sua versão, ainda afirmou que foi agredido pela mulher e que estava com uma faca que usava no trabalho no bolso. "Perdi a cabeça e dei a facada nela", apontou. 

Porém, dez dias depois do crime, um laudo de necropsia do IML apontou que a causa da morte foi uma hemorragia provocada por 22 facadas. Os golpes teriam sido em várias partes do corpo como rosto, pescoço, mãos e ombro. O promotor do Ministério Público, Tiago Gerardi, denunciou Borges por feminicídio. 

Ainda no depoimento à Polícia Civil, o réu afirmou que não se lembrava de quantas facadas teria desferido contra a mulher com quem ficou casado por 14 anos e alegou: “Eu estava muito nervoso, se eu não tivesse tão nervoso, nem faria isso”. 

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