Pesquisa encomendada pela Totvs revela que indústria 4.0 ainda pode se expandir no Brasil

Redação Tarobá News
Vida digital | Publicado em 28/10/2019 às 20:27

A Indústria 4.0 vem revolucionando os processos de produção e a forma de consumo. Mas segundo pesquisas, ainda há muito a ser transformado por meio dos impactos dessa revolução.

Dos smartphones às geladeiras inteligentes, a tecnologia está presente em praticamente tudo o que conhecemos hoje.

Em constante evolução, ela deixou de ser uma facilitadora para se tornar essencial à vida cotidiana, revolucionando não somente o comportamento humano, como também o cenário industrial através do índice de produtividade tecnológica da indústria.

Embora as organizações sejam diferentes entre si, todas enfrentam um desafio comum: a necessidade de conexão e acesso a insights em tempo real de processos, parceiros, produtos e pessoas. É aí que entra a importância da Indústria 4.0.

O que é a Indústria 4.0?

O termo refere-se a uma nova fase da revolução industrial, que se concentra na interconectividade, automação, aprendizado de máquina e dados em tempo real.

A Indústria 4.0 engloba o que hoje é conhecido como Internet das Coisas (IoT), combinando produção e operações físicas com tecnologia digital inteligente, aprendizado de máquina, computação em nuvem e big data para criar um ecossistema holístico e conectado para empresas.

Caminho percorrido até a Indústria 4.0

Para entender como chegamos até aqui é preciso olhar para o passado. Passamos pela primeira revolução industrial, no século 18, quando as máquinas começaram a substituir a manufatura.

A segunda revolução descobriu o aço e melhorou as máquinas, construiu ferrovias e possibilitou a produção em massa, elevando significativamente o índice de produtividade tecnológica da indústria.

A partir da década de 50 deu-se início à terceira revolução industrial, momento em que os primeiros sinais da tecnologia começaram a aparecer.

Desde então, surgiu o digital, o computador, a internet, a automação, e as coisas nunca mais foram as mesmas. Hoje, vivemos seu ápice e ao que parece, a quarta revolução está longe de acabar.

Segundo estudo divulgado pela Totvs, empresa de software brasileira, a Indústria 4.0 ainda promete grandes crescimentos no Brasil. Isso porque, até 2018, apenas 2% das organizações estavam, de fato, inseridas nesse conceito.

Apesar disso, a mentalidade dos gestores do país já começou a mudar, e hoje a tecnologia já é vista como uma oportunidade e não como ameaça.

Contudo, o crescimento esperado é gradual e constante. Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, estima-se que em 10 anos 15% das empresas já estejam inseridas no contexto 4.0, melhorando o índice de produtividade tecnológica da indústria.

Os quatro pilares da Indústria 4.0

Sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas, fábricas inteligentes e internet de serviços são os quatro termos mais comuns citados nesse campo.

Consequentemente, e dado seu estágio inicial, esses são os quatro principais componentes da indústria 4.0.

Sistemas ciber-físicos

Um sistema ciber-físico visa à integração de processos físicos e de computação. Isso significa que computadores e redes são capazes de monitorar o processo físico de fabricação em um determinado processo.

Internet das Coisas

A Internet das Coisas é o que permite que objetos e máquinas, como telefones celulares e sensores, “se comuniquem” para encontrar soluções a problemas comuns.

A integração dessa tecnologia permite que os objetos trabalhem e resolvam problemas de forma independente. Obviamente, isso não é inteiramente aplicável, pois os seres humanos também podem intervir.

Internet dos serviços

A internet dos serviços objetiva criar um invólucro que simplifique todos os dispositivos conectados para tirar o máximo proveito deles, facilitando o processo.

Fábricas inteligentes

A consequência de tudo isso são as fábricas inteligentes, constantemente alimentadas por dados atualizados, facilitando a tomada de decisões rápidas e assertivas. Isso diminui a probabilidade de erros e proporciona um ambiente de alta performance em diversos aspectos.

Como toda inovação, a Indústria 4.0 também é dotada de prós e contras. Se por um lado ela otimiza processos e impulsiona o desenvolvimento, por outro, ela abre margem para quebras de segurança e privacidade digital, além de exigir maior investimento financeiro.

Essa é mais uma prova de que a Indústria 4.0 está apenas começando e ainda há muita evolução por vir, seja para melhorar o que já existe ou criar algo que, até então, seríamos incapazes de imaginar.



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