Saúde alerta para diferença entre gripe e resfriado

Redação Tarobá News
Ciência e saúde | Publicado em 15/06/2017 às 15:31

Foto: Divulgação

Com a proximidade do inverno, que inicia neste dia 21, a secretaria estadual da Saúde pede atenção para as diferenças entre a gripe e o resfriado, doenças respiratórias muito comuns desta época do ano que, por provocarem reações similares.

Resfriados possuem sintomas leves, como pouca ou nenhuma febre, espirros e coriza, que não comprometem o estado geral do paciente. Já a gripe, causada pelos vírus influenza, é uma doença com sintomas mais graves, como febre alta, fadiga e comprometimento respiratório.

Uma das maneiras mais fáceis dos vírus da gripe e do resfriado serem transmitidos é pela tosse ou espirro das pessoas infectadas. Para prevenir-se contra estas doenças, a Secretaria de Estado da Saúde reforça que cuidados básicos podem fazer toda a diferença.

Foto: Secretaria da SaúdeFoto: Secretaria da Saúde

“A boa higiene das mãos é uma ótima forma de se prevenir contra a gripe e o resfriado. Por isso lembre-se de sempre lavar as mãos com água e sabão e, em épocas de frio, evite lugares com muitas pessoas e pouca circulação de ar”, enfatizou o coordenador do Centro Estadual de Epidemiologia, João Luiz Crivellaro.

TRATAMENTO – Uma das principais armas no combate à influenza é o Oseltamivir (popularmente conhecido como Tamiflu). Este medicamento é indicado para todas os pacientes que apresentarem suspeita de gripe.

“O Oseltamivir é um antiviral especifico para o tratamento de influenza e o Estado mantém um estoque regulador deste medicamento, suficiente para atender a demanda da população”, ressaltou o chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis, Renato Lopes. Neste ano, o Paraná registrou 1554 notificações de suspeita do vírus influenza, sendo que há aproximadamente 930 mil cápsulas do antiviral em estoque.

Uma das pessoas que vivenciou a experiência de ter que tomar o Oseltamivir foi Carmem Letícia Galarda, advogada curitibana de 29 anos. Ao sentir os primeiros sintomas, Carmem foi a uma unidade de saúde e lá recebeu o antiviral.

“Eu comecei a passar muito mal, não tinha forças para sequer sair da cama. Sentia muita dor de cabeça, cansaço, febre. Fui a um posto de saúde e lá me indicaram este remédio. Ele realmente funciona, melhorei completamente”, destacou.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini, é essencial a agilidade em iniciar o tratamento para evitar que os sintomas se agravem. A recomendação se reforça principalmente para pessoas que já possuam alguma fragilidade anterior, como diabetes, doenças respiratórias, cardíacas, ou que têm a imunidade baixa por outras causas.

“A introdução precoce do Oseltamivir diminui as taxas de mortalidade, principalmente se o tratamento for iniciado nas primeiras 48 horas dos sintomas, como febre alta e dificuldades para respirar”, explica a médica.

O medicamento está disponível em toda rede pública de saúde e para retirá-lo é necessária a prescrição médica, seja do SUS ou do sistema privado.

(Secretaria da Saúde)



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