Como as crianças se relacionam com a publicidade no YouTube

Redação Tarobá News
Tecnologia | Publicado em 02/03/2020 às 10:04

Décadas atrás, a televisão era uma das únicas formas de entretenimento digital para as pessoas. Cada programação possuía seu horário específico e era mais fácil de controlar o que as crianças iam assistir ou não. No entanto, com os avanços no audiovisual, novas formas de disseminar conteúdos surgiram como um trunfo da era digital. Da mesma maneira, o controle sobre as crianças mudou também, deixando-as mais livres para acessar quase todo tipo de conteúdo, além dos que chegam de forma indireta, como as propagandas. 

As crianças podem ser consideradas “nativas digitais”, pois nasceram em uma época mais digital e praticamente já nascem sabendo usar essas tecnologias. Por isso, estão mais familiarizadas com os conteúdos encontrados na internet, bem como a plataforma YouTube, onde podem assistir a vídeos educativos, desenhos e outros. Segundo dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil, de 2016, 55% das crianças entre 9 e 10 anos afirmam usar a internet mais de uma vez ao dia. Já para as crianças de 11 e 12 anos, a proporção é de 62%. 

A edição de 2018 da mesma pesquisa mostrou que 83% da população investigada afirmou ter assistido a vídeos, programas, filmes ou séries online. Esse resultado demonstra que essas atividades passaram a ser as mais frequentes entre as crianças e os adolescentes que usam a internet no Brasil, superando os resultados de pesquisas para trabalhos escolares (74%) e o envio de mensagens instantâneas (77%). 

Esses dados podem ser reflexos do crescimento de plataformas como o YouTube, pois houve um “boom” de criadores de conteúdo na plataforma -- os conhecidos youtubers. Eles publicam vídeos de diversos segmentos atraindo diversos públicos, inclusive crianças. No entanto, além das propagandas entre os vídeos, diversos youtubers passaram a fazer publicidade dentro dos seus vídeos, com a divulgação de produtos e serviços de forma direta ou indireta, influenciando crianças a consumir também. 

A exposição de crianças às publicidades nos vídeos fere a resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que considera abusiva a comunicação mercadológica para crianças. Devido a isso, em setembro de 2019, após multa de US$ 170 milhões, o YouTube mudou suas regras de publicidade, passando a não usar mais dados para segmentar anúncios em vídeos direcionados a crianças, além de examinar os youtubers, para garantir que cumpram as regras de privacidade internacionais. 

Alternativas de segurança

Com as melhorias na tecnologia, por exemplo, a Apple tem nas configurações do iPhone e em outros aparelhos a opção dos pais controlarem o uso do aparelho, trazendo mais segurança para o que a criança vê ou acessa. Na própria plataforma do YouTube, há a opção de restringir as pesquisas para uso infantil. 

No entanto, mesmo com medidas de proteção e segurança, é papel dos pais e responsáveis supervisionar para saber o que a criança está fazendo na internet, já que ela ainda não possui um olhar crítico para avaliar, de fato, o que está assistindo e é mais facilmente persuadida quando se depara com um conteúdo publicitário velado no entretenimento dos vídeos. 


Alice Bachiega

Link Builder



Relacionados

Medianeira | 28-11-2019 18:31

Estudantes de engenharia buscam apoio para participar de competição na Califórnia

Estudantes de engenharia buscam apoio para participar de competição na Califórnia

Londrina | 25-11-2019 11:30

Estudantes buscam patrocínio para aplicativo de combate à violência contra a mulher

Estudantes buscam patrocínio para aplicativo de combate à violência contra a mulher

Londrina | 19-11-2019 10:13

Prefeitura instala hoje luminárias de led no quadrilátero central

Prefeitura instala hoje luminárias de led no quadrilátero central

Londrina | 13-11-2019 20:41

A inovação tecnológica das startups é destaque no Agrobit

A inovação tecnológica das startups é destaque no Agrobit