Procurador-geral dos EUA defende decisão de Trump de demitir diretor do FBI

Estadão Conteúdo
Mundo | Publicado em 13/06/2017 às 18:20

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demitir James Comey do cargo de diretor do FBI foi comentada pelo procurador-geral do país, Jeff Sessions, em depoimento no Comitê de Inteligência do Senado. Em sua fala, Sessions afirmou não ver "nada errado" em Trump querer conversar em particular com Comey e comentou que não sabe se o presidente gravou suas conversas com o ex-diretor do FBI.

Sessions confirmou que Trump e Comey conversaram a sós no Salão Oval da Casa Branca, mas disse que o ex-diretor do FBI nunca deu detalhes sobre qualquer coisa "imprópria" que teria sido dita pelo presidente. O procurador-geral também comentou que não sabe o que estava na mente de Trump para pensar em demitir Comey e que a recomendação de demissão do ex-diretor do FBI não viola a sua promessa de se afastar das investigações sobre uma possível interferência russa nas eleições presidenciais americanas do ano passado. No início do governo Trump, Sessions se afastou do caso Rússia após conversas entre ele e o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak, terem sido reveladas pela imprensa. "Trump pediu uma opinião sobre o diretor do FBI e isso foi fornecido a ele."

Questionado pelo senador democrata Joe Manchin sobre ligações entre outros membros da campanha de Trump com a Rússia, Sessions disse não sabia de nada que pudesse incriminar outros nomes, como o de Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente americano. O procurador-geral disse, ainda, que nunca foi informado sobre atividades hackers por parte de Moscou e que não se encontrou com mais nenhuma autoridade russa durante a campanha. "Eu vasculhei o meu cérebro e não me lembro de ter tido nenhum outro encontro com autoridades russas", disse. Segundo Sessions, suas conversas com Kislyak não incluíram comentários sobre hackers russos ou sobre a Síria e o governo de Bashar al Assad.

Próximo ao fim do depoimento, Sessions encontrou no senador republicano Tom Cotton um aliado. "Obrigado pela pergunta de fácil resposta", disse o procurador-geral, após Cotton ter perguntado se Sessions gostava dos filmes de James Bond, já que, só assim, seria possível acreditar na "história ridícula" de interferência de um outro governo nas eleições presidenciais dos EUA.



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